Quarta-feira, 30 Abril 2008

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Fui convidado para participar como mediador de uma mesa redonda intitulada “Apropriação do vernacular na produção do designer contemporâneo”, nesta sexta-feira, 2 de maio, durante o R Design, em Vila Velha, ES. A mesa contará ainda com a participação dos designers Juliano Augusto, Miguel Zin Carvalho, Pedro Moura e Crystian Cruz.

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Por Henrique Nardi
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Segunda-feira, 28 Abril 2008

Fernanda Martins fará oficina de tipografia dias 3 e 10 de maio em Belém do Pará.

Outras informações no cartaz abaixo.

tipografia uso prático

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Por Henrique Nardi
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Quinta-feira, 24 Abril 2008

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Além da menção de excelência na mostra Tipos Latinos, a fonte Frida do Fernando Mello foi um dos dez trabalhos premiados pelo Type Directors Club de Tóquio este ano.

A exposição japonesa apresenta mais de 140 trabalhos, selecionados de um total de 3140 inscrições, 857 destas vindas de outros países.

No início deste mês, Fernando viajou até Tóquio para receber o prêmio, participar da abertura da exposição e do fórum de design TDC Day, no qual fez palestra sobre o processo de criação da Frida nas escritas latina e tamil.

É a primeira vez que um brasileiro é premiado pelo TDC Tóquio, em 18 anos de competição. Ikko Tanaka, John Maeda, Carlos Segura, Stefan Sagmeister e Matthew Carter estão entre os vencedores do prêmio.

A exposição do TDC de Tóquio pode ser vista na galeria Ginza Graphic até o dia 26 de abril.

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Por Henrique Nardi
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Quinta-feira, 24 Abril 2008

Ferdih Otomana
Nossa querida amida Ferdih manda notícias da Espanha:

Concordo com o povo antigo: a escrita é uma dádiva dos deuses. Gosto de ler, de escrever e de apreciar uma caligrafia bem feita. Acho que é mais do que um ato de resguardar a história; para mim, a escrita é o desenho de nossos pensamentos, a única maneira de fazer visível o espírito criativo.

Dois dos maiores berços de nosso atual alfabeto são bons exemplos da maneira sagrada com que a escrita deve ser tratada. O Egito antigo considerava seus escribas pessoas com dons divinos e sua posição dentro da hierarquia social era de grande destaque, provavelmente maior do que a dos pintores, arquitetos e escultores. A Arábia também sempre valorizou a escrita. Segundo o Alcorão, a primeira palavra que Deus disse para a humanidade foi “leia!”, e os mulçumanos vêem como uma forma de oração e de religiosidade escrever de forma bonita o nome de Alá e do profeta Maomé. Eu, que sou atéia, me sinto enlevada quando vejo a riqueza que é a caligrafia mulçumana.

Morando em Andaluzia, a parte mais árabe da Espanha, tive a alegria de me encantar por uma exposição como a que vi semana passada, no Real Alcázar sevilhano: “Caligrafia Otomana”.

A exposição é uma seleta coleção de peças que fazem parte do Museu Sakip Sabanci, em Estambul, e que pretende contar a evolução da escrita otomana ao largo de 500 anos de história. Além de páginas do Alcorão e selos reais ricamente adornados, também há peças de madeiras, pinturas e muito material para caligrafia, como penas e tinteiros, no total 96 objetos de tirar o fôlego.

Ela está em uma ala dividida em três pequenas salas. Como já era de se esperar, para preservar as preciosidades expostas, o ambiente é escuro e fotos, com ou sem flash, absolutamente proibidas. Por sorte (acredito mais em um bom tino comercial), há para vender na loja um livro grosso que contém todas as imagens e um pouco mais da história da caligrafia otomana. Um exemplar dele já é meu, por supuesto!

Links interessantes:
Um blog sobre a caligrafia otomana, cheinho de imagens da exposição e outras mais
Wikipedia sobre o Museu Sakip Sabanci
O próprio Museu Sakip Sabanci
Página de turismo de Sevilha

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Por Henrique Nardi
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Terça-feira, 22 Abril 2008

Bruno Maag e Fabio Haag

Fabio Haag está em Londres, para um treinamento de dois meses na Dalton Maag. De volta ao Brasil, Fabio atuará como typedesigner e representante da DM, prospectando novos clientes na América do Sul. Por conta disso, fizemos algumas perguntas ao Bruno Maag, diretor administrativo da DM:

TPC › O que faz a Dalton Maag considerar a América do Sul um mercado emergente? Para vocês, quais são os outros mercados emergentes?

Bruno › Como economia, o Brasil está entre as que crescem mais rápido. Isto certamente afetará a indústria do design, enquanto as empresas brasileiras se expandem e se tornam mais sensíveis às marcas. Para as empresas brasileiras competirem nos mercados americano e europeu, elas também terão que assegurar que a sua apresentação visual possua qualidade tão alta quanto as das nações industrializadas. Essa expansão traz também uma maior preocupação quanto a questões de direitos autorais e registro de marca. Isto, por outro lado, estimula mais pessoas de indústrias criativas a serem criativas sem o medo de serem plagiadas.

Nós também estamos investigando possibilidades na Ásia, especialmente na Índia assim como no mundo Árabe. Eu acredito que no futuro haverá uma grande demanda por fontes não-latinas complexas, isto é, uma vez que a expansão econômica exige identidades visuais mais aprimoradas.

TPC › Como vocês da Dalton Maag se mantêm atualizados em relação às novas tecnologias de fonte?

Bruno › Meus colegas técnicos estão em vários fóruns de tecnologia e nós também temos um engenheiro de software dedicado que sempre nos mantém informados com as últimas atualizações da Microsoft e Adobe. Você pode sentir falta da Apple aqui, mas eu sinto que a Apple se tornou uma preocupação menor e ninguém mais está criando fontes especificamente para Mac. É claro que nós mesmos estamos constantemente buscando inovar e potencialmente criar novas tecnologias.

TPC › Você me disse uma vez (corrija-me se eu estiver errado) que a Dalton Maag só trabalhava com fontes corporativas. Sendo assim, o que fez vocês começarem a trabalhar com “fontes de varejo”? E quanto elas representam no faturamento total da Dalton Maag?

Bruno › Sim, você está correto. A Dalton Maag de fato começou projetando somente fontes corporativas. Este é ainda nosso negócio principal. Entretanto, nós percebemos que existe um mercado para modificar fontes exisitentes (claro que somente com as permissões e licenças apropriadas). Criar nossa biblioteca de fontes nos permite explorar estes projetos não apenas com vendas simples mas para criar modificações também. Como elas são nossa Propriedade Intelectual, temos total liberdade nas permissões e planos de licença.

A biblioteca de fontes de varejo representa hoje aproximadamente 10% do total. Isto pode parecer muito dinheiro, mas não se engane. O custo para se criar uma fonte é alto e geralmente apenas uma pequena porcentagem das fontes de varejo realmente vende bem. Você precisa acreditar nisso para dar suporte à expansão com outras fontes menos comerciais.

TPC › Aqui no Brasil estamos discutindo a criação de uma associação tipográfica nacional. Como ex-presidente do Typographic Circle, você pode nos falar sobre esta organização britânica e sua experiência com associações de tipografia em geral? Que diferença elas fazem para o seu trabalho?

Bruno › O que eu percebi é que é difícil manter uma organização a nível nacional. Nós só conseguimos administrar isso em Londres, e já foi complicado o suficiente. O Typo Circle é uma associação voluntária, o que significa que é preciso ter um núcleo de pessoas dedicadas que organiza tudo, de palestras a eventos socias.

Nos últimos 10 anos, o Typo Circle conseguiu aumentar a consciência quanto à boa tipografia, e fazer da tipografia uma questão mais importante. Contamos agora com mais de 100 pessoas em média nas palestras. Entretanto, nós sempre sentimos que é importante que o TC seja um espaço social onde seus membros possam trocar contatos, ou apenas se divertir e falar sobre tipos. É aí que está o verdadeiro valor.

Minha sugestão é que vocês podem ter uma organização nacional que funcione como guarda-chuva, mas muito se organiza localmente. Não se esqueçam também que tipo/tipografia é basicamente do interesse de uma minoria, então vocês terão que se organizar num sistema de filiação.

Ser presidente do TC, basicamente influiu nas minhas relações públicas, pois pude me expor e a minha empresa. Não estou tão seguro se isto teve algum impacto financeiro real.

TPC › O que fez você selecionar um profissional brasileiro para integrar sua equipe? Existe algo que queira dizer aos estudantes que pretendem trabalhar e possivelmente viver de desenho de tipos?

Bruno › Se eu quiser levar a Dalton Maag para o Brasil como uma empresa de tipografia a ser visitada pelos designers, isso só será possível tendo uma presença física aí. Esta é uma das razões pela qual eu convidei o Fábio Haag para se juntar à nossa equipe. Ele vai nos ajudar a promover e ampliar nosso negócio, assim como realizar trabalhos de projeto e produção.

Eu não sei exatamente o que dizer aos estudantes – tipografia não remunera, talvez. Sim, eu consegui fazer meu negócio funcionar, mas isso é difícil. Tipografia é um item de luxo e mesmo as grandes empresas não investem seu dinheiro facilmente. Não basta ser um bom designer. Você também tem que ser uma bom vendedor e entender profundamente a tecnologia. Não adianta ser capaz de projetar uma boa fonte se você não pode fazê-la funcionar ou oferecer assistência aos seus clientes.

TPC › Bruno, você ainda dedica todo seu tempo aos negócios de tipografia ou conseguiu voltar a desenhar tipos?

Bruno › Sinto dizer que hoje sou um administrador em tempo integral. Apenas ocasionalmente consigo colocar a mão na massa. Faço questão de estar envolvido nas etapas iniciais de todos os projetos de tipografia porque eu quero ter certeza de que nós criamos apenas as melhores idéias. Eu também me certifico de observar a maioria dos projetos que deixam o escritório, novamente, simplesmente por uma questão de controle de qualidade. Leva-se dez anos para se construir uma reputação e apenas dez segundos para destruí-la.

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Por Henrique Nardi
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Domingo, 20 Abril 2008

Em maio, Buggy estará em São Luis, Maranhão, para promover o MECOTipo.

Palestra gratuita: 09 de maio de 2008 (sexta) às 10h, na UFMA

Curso: 10 de maio de 2008 (sábado) de 08h–12h e 14h–18h
Centro de Ensino Upaon-Açu
Desconto para inscrições até quarta, dia 30 de abril.

Outras informações: www.karuana.com.br/conhecimento

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Por Henrique Nardi
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Sábado, 19 Abril 2008

diatipopentype

Próximo sábado, 26/04 às 13:45 na ESPM em São Paulo - SP
Interessados confirmar pelo email diatipo@gmail.com

A fim de tornar os encontros “tipográficos” mais produtivos,
tivemos a iniciativa de transformar o DiaTipo em uma atividade
que seja um espaço real para troca de informações e discussões
presenciais sobre os temas acerca da tipografia no Brasil.

Sendo assim, aqui em São Paulo vamos iniciar as discussões
pela tecnologia “Opentype”…

Por Henrique Nardi
19/04/08  •  Permalink  •  Comente
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Sexta-feira, 18 Abril 2008

“Apareceram” na Livraria Cultura cerca de 15 exemplares do livro “A Revolução dos Tipos”, tese de doutorado do Vicente Gil, da qual foram editadas 500 cópias em 1999 e há tempos esgotadíssima.

Já garanti a minha.

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Por Henrique Nardi
18/04/08  •  Permalink  •  2 comentários
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